
E quando tudo estava em paz...
Você apareceu.
Bagunçou tudo o que eu acabara de organizar,
Levou gregos à troianos.
Incitou uma guerra sem precedentes,
Mas também me mostrou que a vida...
Não é feita somente de dois simples lados.
Você massacra – me com palavras,
Destroça – me com suas perguntas,
E suas insinuações, ah, as suas insinuações...
Sangro detendo – me a ações evasivas,
Temo estar devaneando, ‘utopiando’ talvez.
Não insista, não sei se suporto...
Não avance, não vou mais regredir.
Traço uma linha imaginária para não me machucar,
Escolho palavras para não relembrar.
Tanto esforça de nada adianta.
Sem querer me pego pensando em você...
Moldando seu rosto no ar,
Desenhando suas expressões.
Saia da minha cabeça,
Materialize – se em minha frente.
Não se vá, não vou mais fugir...
Agora eu te quero.

2 comentários:
super bem escrito, com aquele ai de dor e sinceridade;
ameeei demais!
Pura sofrimento visceral... Apaixonante!
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