Palavras soltas formam tudo o que você pensa.
Cansei desse sistema que dita regras que eu não estou nenhum pouco interessado em seguir.
Estou farto dessa sociedade que só tem conceitos, preconceitos e nem sequer uma opinião formada.
Uma sociedade falida, medíocre e estúpida que não dá o direito de uma pessoa expressar - se livremente sem ser esmagada por sua elite avassaladora, inconsequente e sem um pingo de bom senso em suas cabeças repletas de pura alienação ridícula.
Um desabafo não mata ninguém, não muda ninguém, apenas faz com que as pessoas pensem um pouco!
domingo, 28 de março de 2010
sábado, 27 de março de 2010
Sentido Só

Sentir - se só, quando ninguém esta mais ai para você.
E você quer chorar, mas por vergonha de seu próprio rosto no espelho as lágrimas se recusam a rolar,
Você pensa em tudo o que já aconteceu, e incansavelmente se pergunta os motivos, procurando por respostas,
E elas parecem fugir à medida que você as procura.
Sem ninguém a sua volta, tudo se torna cinza, morto e inato.
Nem seu corpo parece ser seu.
A dor esta toda em sua mente, e como você a mantém ocupada, um corpo mutilado parece ser tão normal quanto palavras sem sentido em um pedaço de papel.
quinta-feira, 25 de março de 2010
Reinado de Palha
Por querer,
Há um grande poder.
Sem querer,
Podemos ver...
Sufocando desejos,
Engolindo palavras,
Gestos discretos.
Maciçamente...
Tudo que há em torno gira,
Parando em lugares diferentes.
Mostrando a química,
A física do fazer acreditar.
Prostrando nações,
Aos pés de uma só pessoa.
Inibindo atos,
Forçando outros,
Calando a verdade...
Instituindo a sua própria verdade.
Um policromatismo,
Estampado nas várias faces do rei,
Que decai...
Levando consigo o seu trono.
Há um grande poder.
Sem querer,
Podemos ver...
Sufocando desejos,
Engolindo palavras,
Gestos discretos.
Maciçamente...
Tudo que há em torno gira,
Parando em lugares diferentes.
Mostrando a química,
A física do fazer acreditar.
Prostrando nações,
Aos pés de uma só pessoa.
Inibindo atos,
Forçando outros,
Calando a verdade...
Instituindo a sua própria verdade.
Um policromatismo,
Estampado nas várias faces do rei,
Que decai...
Levando consigo o seu trono.
Desenhos utópicos.

E quando tudo estava em paz...
Você apareceu.
Bagunçou tudo o que eu acabara de organizar,
Levou gregos à troianos.
Incitou uma guerra sem precedentes,
Mas também me mostrou que a vida...
Não é feita somente de dois simples lados.
Você massacra – me com palavras,
Destroça – me com suas perguntas,
E suas insinuações, ah, as suas insinuações...
Sangro detendo – me a ações evasivas,
Temo estar devaneando, ‘utopiando’ talvez.
Não insista, não sei se suporto...
Não avance, não vou mais regredir.
Traço uma linha imaginária para não me machucar,
Escolho palavras para não relembrar.
Tanto esforça de nada adianta.
Sem querer me pego pensando em você...
Moldando seu rosto no ar,
Desenhando suas expressões.
Saia da minha cabeça,
Materialize – se em minha frente.
Não se vá, não vou mais fugir...
Agora eu te quero.
Maquiagem da morte

A escuridão disfarça as lágrimas,
Que despencam de meus olhos.
A velha maquiada me espera
Ao final do caminho de crânios
Vejo corpos pendurados nas velhas arvores
E elas me dizem...
É apenas um jogo
O cheiro do sangue desperta meus sentidos
Ouço os latidos e uivos distantes
E eles se aproximam cada vez mais
Já não distingo medo de raiva
Meu interior transforma – se em uma grande mistura
Agarro meu destino com fervor e instiga
Olhos abertos, ouvidos alertas e olfato atento
Ela reaparece, com sua maquiagem branca
E fala sobre a terra e o seu sangue ruim
Somente o que posso fazer é exalar grunhidos
E como uma espécie de ignispício
Ela traduz tudo o que eu tento dizer
Como era de se esperar
Ela arranca meu crânio,
Devora meu cérebro, drena minha vida
Os restos são atirados aos cães e lobos
A senhora da maquiagem branca...
O caminho de crânios,
As velhas arvores...
A minha vida,
A minha morte...
quinta-feira, 4 de março de 2010
Inexistente
É tudo o que eu preciso
Não é nada do que eu tenho
E eu só quero ficar sozinho
Mas só tenho pessoas, pessoas e pessoas ao meu redor
Nenhum silêncio sequer passa por aqui
Meus ouvidos zunem com palavras
Que procedem sem sentido de lugar nenhum
Passos dados incertos no escuro desconhecido
Rasgam meu corpo com o medo
Insere – se algo platônico
Algo adormecido dentro de mim
Agora acorda e com voracidade incrível
Minha covardia me frustra
Repreende meus sentimentos
Estapeia – me lançando em meu rosto
O quão fraco eu posso ser
Cordialmente calo meus sentidos
Ouço inebriante voz no fim do túnel
Hoje quis sentir ódio
Sufocar – me em pensamentos raivosos
Mas seu rosto pairou sobre meus olhos
E por toda treva, você se instaurou
O sentimento ecoa relutante
Emerge do mais profundo de meu ser
Na perfeição ele se desenha
Molda – se aos seus contornos
Dispo meu cérebro de todas as outras coisas
Só o que sobra é seu rosto, seu corpo, seu cheiro, seu sorriso, seus olhares, seus movimentos...
O resultado é você banhada num sentimento puro
O acabamento feito com toda beleza existente.
Tudo que tinha usei,
Todas as formas tentei
A que pude recorri
Fiz o que fiz para simplesmente...
Decifrar a mim mesmo.
Como pude encontrar – te, e num simples olhar
Apaixonar – me tão enlouquecidamente.
Vejo você, desejo você...
Porém não posso te – la , ou sequer toca – la.
Num pedestal, vejo – te como um totem intocável
Objeto de desejo de meus sonhos
Que são... ...Apenas sonhos.
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