
Parado em frente a um caixão,
Na sala de estar.
Somente o que há é silêncio.
Da cozinha...
Um grito estridente,
Que racha as paredes,
E atravessa toda a casa.
Uma voz ecoa do vácuo da escada,
_”As janelas estão abertas”_
Uma forte ventania invade,
Porém nada sai do lugar.
Novamente instaura – se a quietude.
Só então é possível ouvir...
Ouvir o rascunhar do lápis no papel,
Os risos de uma mente louca...
Loucamente criando histórias...
Historiando sobre mundos inexistentes...
Inexisteando sua própria existência.
Saudando, venerando, vivendo e por fim morrendo.
