sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Poema Egípcio


H: Oh! Tu que se faz a mais bela deste mundo
De tão suave que és tua voz embriaga - me
Quando por mim passa perco meus sentidos.

M: Tu que te apaixonaste por mim
Saiba que já tenho a quem amar,
Mas que não posso negar
Que me encanta teu olhar.

H: O encantamento de meu olhar não se compara
Ao enorme poder de teus lábios,
Pois quando fala suspenso no ar eu fico.

M: Nos teus braços meu coração para
Sei que estou errada,
E não é a ti que devo amar
Com meu marido me casei,
Pois ele que sempre amei.

H: Senhora de encantos mil
Se a mim não podes amar
Só posso a minha casa retornar
E meu ferido coração curar.

domingo, 11 de outubro de 2009

Desespero



Aflição se inicia,
Sinto um aperto aqui no peito,
Tento mover meus braços,
Mas sequer um músculo se move,
Penso no que me deixa assim,
Chego a uma incrível conclusão...

Um grito mudo ecoa pelo vão,
Fazendo meu corpo estremecer,
Com o pior dos sentimentos...
O medo.

Em uma breve piscada,
A luz retorna,
Sinto o mundo novamente em mim,
Então, outra piscada,
Era um breve devaneio.
Sinto raiva...

E ela me consome por inteiro,
Ocupando o espaço dos outros sentimentos,
Que a esta altura já não mais existem,
Uma lágrima de meu olho brota,
Escorre sobre meu rosto,
E antes mesmo de tocar o chão,
Ela some.

Não vejo mais nada,
Tudo a minha frente é negro,
Quisera eu enxergar a luz no fim do túnel,
Mas eu não sou como os outros,
Pois no fim do meu túnel,
Não há luz,
E sim mais trevas.

Meu corpo aos poucos se dissolve,
Em meio a tanto medo,
Na escuridão tudo some,
Na escuridão eu sumi...