Eu te sinto,
Pressinto,
Dentro de mim,
Como uma angústia que não economiza ao me atormentar,
Rodopio,
Balbucio
E regurgito...
Escarro - te para fora de mim,
Em vão,
Tu voltas,
Me desassossega,
Como um caroço de pêssego preso à minha garganta.
Ao te engolir,
Transforma - te então,
Num nódulo,
um câncer que se associa às minhas entranhas.
Me partem,
Repartem,
Me esquartejam.
Mais uma vez te afastam de mim,
Eu sinto como se tudo fosse bom outra vez,
Mas incansavelmente,
Tu retornas,
De sobressalto me assusta,
Apesar de já estar esperando pela tua volta,
Cada vez que reapareces,
Assusta - me.
Queria beber - te,
Até tudo girar,
Até perder os pés do chão,
Até te vomitar em qualquer canto escuro.
Contudo você voltaria,
Você viveria.
És uma praga,
Uma doença,
Uma dor desnecessária.
Entretanto,
Lamentar não irá te afugentar,
Só te fará crescer,
crescer e cada vez mais crescer.
Usarei de novos métodos,
Novas técnicas.
Terei novos amores,
Diferentes sabores,
Me embriagarei de diversas formas,
Procurarei por todas as noites,
Até enfim encontrar,
Nos olhos do meu inimigo,
O doce ardor de livrar - me de ti,
De encontrar um desconforto maior que você.
E então me livrar de ti,
Como alguém que troca suas roupas durante o dia.
E as descarta,
Nova rodada.
Tu não serás mais problema meu,
Terei um problema maior,
Não me contento com nódulos,
Quando posso ter úlceras!
sábado, 26 de outubro de 2013
quinta-feira, 5 de janeiro de 2012
Small Folly
Agora tudo é tão estranho,
Engraçado em sua forma única,
massacrada e desfigurada,
sem mascaras ou escudo.
lagrimas ou beleza...
nu e cru.
Insignificante fato a discordar,
Sem contar o tempo,
sem marcar as horas,
nomes ou telefones,
Tropeços da língua,
gagueiras momentâneas...
E os doces e apáticos silêncios,
que por hora parecem...
tão assustadores quanto,
os dez mil bichos pepões
daquela alegre infância esquecida,
disformemente mal acomodada,
na sua imaginação bêbada
de tanta negligencia...
da sua intolerância.
A imagem de sua mais louca, maluca ou sensata insensatez.
sábado, 16 de julho de 2011
E você, como se sente?
Um sentimento atravessado,
reverberando descontente
imaculado desejo sórdido
inoculado veneno letal,
instantaneamente me leva à loucura,
ou a lúcidez,
insensata,
humana.
Entrego o ouro ao tolo,
o diamante ao fraco.
Um olhar penetrante,
uma porta, um sentido.
Um eu sem você,
ou o nós sem mim!
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
Sem parar para pensar
chocaram - se estáticos
ao levantar depararam - se
com um mundo monocromático
um olhar de adeus
uma sombra, um até logo
sintético amor comprimido
misturado à bebida,
seu copo marcado com batom
não pare de dançar imóvel
cada instante, "relógico"
seu corpo trepidante
sua mente bucólica
O salto alcoólico, no seu olho
ímpio, naufrago
suas palavras cônicas
suprimindo seus desejos cômicos
enfim caiu trêmula
nos braços como algemas
de um alguém sôfrego
maltrapilho amável
a quem entregou - se dócil... (ainda não tem final)
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
E Só
Poderia ser meu eu sendo você,
Meu você em mim,
Meu amor dormindo ao meu lado,
Tua voz meu calor,
Juntos comigo você e eu,
Seriamos dois ou um as vezes,
Sempre quando viesse,
Por onde eu seguiria,
Surgiria sem que visse,
Um beijo seu em nós,
Um nós que seria você no meu eu em mim,
Largaria do meu próprio eu,
Abraçaria meu você,
Quando seria meu nós,
Seu eu em você,
Juntos sem um plural,
Você e eu,
Nosso singular,
Eu e você e só.
sábado, 12 de junho de 2010
Pequena Insensatez
Não olhe para os meus olhos,
Eles cheios de ódio...
Dirão o que não queres saber.
Não escute minha voz,
Só o que falo...
São palavras cuspidas sem sentido.
Não toque em mim,
Minha pele é fria,
A morte levou meu espírito...
E deixou este corpo mórbido,
E um único sentimento
Insensato e impossível...
Eles cheios de ódio...
Dirão o que não queres saber.
Não escute minha voz,
Só o que falo...
São palavras cuspidas sem sentido.
Não toque em mim,
Minha pele é fria,
A morte levou meu espírito...
E deixou este corpo mórbido,
E um único sentimento
Insensato e impossível...
quinta-feira, 27 de maio de 2010
Cada suspiro
Um refúgio no alto
Um passo em falso
Escondi - me no ódio
Mantive - me sóbrio
Os cabelos da morte entrancei
Junto com a indiferença morei
O tempo passou
E aqui ainda estou
Porém agora de olhos abertos
Todos os movimentos certos
Cada suspiro contado
Um segredo jamais revelado
Uma vida intrépida
De uma pessoa decrépita
Que sonhou,
Que amou,
Que viveu e morreu.
Um passo em falso
Escondi - me no ódio
Mantive - me sóbrio
Os cabelos da morte entrancei
Junto com a indiferença morei
O tempo passou
E aqui ainda estou
Porém agora de olhos abertos
Todos os movimentos certos
Cada suspiro contado
Um segredo jamais revelado
Uma vida intrépida
De uma pessoa decrépita
Que sonhou,
Que amou,
Que viveu e morreu.
Assinar:
Postagens (Atom)
